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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Saúdinha e forma física: Mitos na nutrição: Mito#2

Como se recordam iniciei uma “análise” mais cuidada sobre os mitos da nutrição para Vos ajudar nesta fase pré-balnear e potenciar os resultados dos Vossos esforços herculeanos para atingir a “Forma”.

A questão para hoje é: O Exercício é a melhor maneira de perder peso?

Apesar de meio século de esforços para provar o contrário, os cientistas ainda não podem dizer que o exercício vai ajudar a perder peso.” - Gary Taubes, cientista e autor de Good Calories, Bad Calories e Why We Get Fat.
Acho que todos percebemos que na base da forma física não pode estar o exercício mas sim uma alimentação equilibrada. Não há margem para dúvidas de que é impossível superar uma má dieta, seja com o exercício que for. Mas a verdade não é tão oito ou oitenta…  a prática de exercício pode potenciar a perda de peso de várias formas e isso vai depender do tipo de exercício que fazemos. Se estamos a falar do típico cardio de 30-45 minutos na passadeira ou na bicicleta é uma coisa, se estamos a falar de treino de força, treino de alta intensidade ou treino de resistência metabólico, isto é outro fenómeno completamente diferente. O exercício pode ajudar de certeza a perder peso (entenda-se massa gorda) mas…a nutrição obviamente está em primeiro lugar.



Ora mas qual é a forma mais adequada de comer?

Está cimentada a ideia que uma dieta baixa em gorduras é a mais eficaz para perder peso, no entanto, a verdade parece ser outra – o mais eficaz é uma dieta baixa em hidratos de carbono! A pirâmide dos alimentos tal como a conhecemos potencia a obesidade.

Os efeitos que do treino de cardio tem no nosso metabolismo são pouco significativos quando comparamos com os efeitos do treino de força ou de alta intensidade, nos quais verificamos um aumento de produção das principais hormonas anabólicas como a hormona do crescimento (somatotropina) e a testosterona, fundamentais na perda de massa gorda e aumento de massa muscular. Além disso, o treino de alta intensidade vai também reduzir o stress oxidativo, a inflamação e vai aumentar o EPOC (consumo excessivo de oxigénio pós-exercicio ou simplesmente débito de oxigénio), podendo acelerar o nosso metabolismo durante as 24 horas seguintes e asssim continuar a queima de gordura enquanto estamos a dormir ou a ver televisão.

 

No caso de um esforço de baixa intensidade, os benefícios são muito mais reduzidos. Além da relação custo/benefício das calorias queimadas, este tipo de exercício vai limitar o aumento de massa muscular e densidade óssea, vai aumentar a inflamação e só vai melhorar o sistema aeróbico. Ambos (aeróbico e anaeróbico) são necessários para um coração saudável.

Ou seja, não se enganem com a ideia de que posso comer uma tablete de chocolate inteira só porque fui ali dar uma corrida na passadeira…

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