Provavelmente muitos de nós não sabíamos, quer dizer depois da "reforma do estado" de ontem e das "preciosas" palavras no nosso querido vice-primeiro ministro parece mais uma piada de mau gosto do que um dia a assinalar!!!
Em poupanças andamos nós desde há algum a esta parte e todas as dicas já foram faladas, discutidas e partilhadas mas...
Qual a origem da data?
O Dia Mundial da Poupança foi criado com o intuito de alertar os consumidores para a necessidade de disciplinar gastos e de amealhar alguma liquidez, de forma a evitar situações de sobreendividamento. Pela minha experiência profissional, parece-me que este objectivo falhou nos últimos anos!
A ideia de criar uma data especial para promover a noção de poupança surgiu em Outubro de 1924, durante o primeiro Congresso Internacional de Economia, em Milão.
E a nossa realidade?
Muitos portugueses alegam que não fazem qualquer tipo de poupança, diária, semanal, mensal ou anual.
Contudo, alguns estudos mostram que é em períodos de crise que se registam os maiores índices de poupança. Não podia estar mais de acordo. Na verdade, é nestas alturas que valorizamos os cêntimos e nós apercebemos dos desperdícios diários. Quanta comida vai para o lixo porque calculamos mal as doses? Quantos minutos fica a torneira aberta enquanto lavamos os dentes? Quantos sacos de plástico compramos quando vamos às compras e temos tantos em casa?
Para auxiliar e facilitar a poupança, existem cada vez mais ferramentas e técnicas de poupança, fornecidas por entidades bancárias, governos e economistas.
Mas na verdade o ponto de partida tem de ser nosso e temos de perceber que é necessário pensar a longo prazo e que é necessário definir, planear e conceber o futuro em casa opção do nosso dia-a-dia.
Infelizmente conheço cada vez mais famílias em situações semelhantes e sei que há cada vez mais famílias em que o dinheiro não chega ao final do mês, ou chegam ao final do mês com as contas a negativo, usando cartões de crédito com taxas altíssimas, o que se vai tornando cada vez mais insustentável gerir o orçamento familiar.
Para inverter a tendência, por onde começar?
Primeiro de tudo é preciso ter conhecimento de todas as nossas despesas e onde podemos começar a cortar.
Uma vez que as compras de alimentação e são geralmente um grande peso no orçamento, caso ainda não possuam sugiro que peçam cartões-cliente dos super e hipermercados mais próximos, são gratuitos e podem trazer excelentes vantagens e muitas poupanças.
Depois podem solicitar e/ou imprimir vales de desconto, mas é importante saber que nem sempre estamos a poupar ao utilizar vales de desconto ou cartões-cliente. O melhor é fazer um estudo sobre o preço dos bens essenciais da nossa despensa e perceber onde são mais baratos.
Outro aspecto importante também é a alimentação. Devem fazer-se o maior número possível de refeições em casa e evitar produtos processados, uma vez que, além de excessivamente caros, são também mais prejudiciais para a saúde. Podemos fazer várias refeições saudáveis a baixo custo. Levar a marmita para o trabalho também é um ponto chave, pois apenas em almoços poderemos gastar uma grande quantia.
Depois, é importante ir cortando em pequenos luxos, afinal de que é que nos vale ter computador e telemóvel novos, ou ir ao ginásio rigorosamente todos os dias, se no final do mês não temos dinheiro para nada? Se surge um pequeno imprevisto no carro ficamos a pé, ou se precisamos de comprar óculos temos que esperar para o mês seguinte., são sinais evidentes que de o balanço das nossas contas está errado.
Às vezes os cortes são difíceis, mas quando os rendimentos não permitem temos que saber escolher.
Fazer um pé de meia todos os meses é muito importante, retirem sempre pelo menos 10% dos vossos rendimentos para uma conta poupança ou algo semelhante e aprendam a viver com o restante, vai saber bem não ter tantas preocupações ao final de uns meses.
É tudo bastante teórico, já sei! Tentem no próximo mês... nunca se sabe o que podem concluir.
Para finalizar, aqui vos deixo uma frase:
'Poupar
é isso tudo, é um gesto simples mas poderoso, é viver o futuro, é
ganhar a liberdade para agir no futuro, é assegurar o futuro'.


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