Não me canso de sublinhar os dotes organizativos da minha Inês... a cada passo vem mais uma surpresa, uma ideia "fora da caixa" e este foi apenas mais um desses brutais exemplos!!!
"Ah e tal o que achas de irmos ouvir a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Corte Inglês?"
Claro que sim. Programas culturais diferentes e que nos "encham" a bagagem são sempre bem vindos, né verdade??
E lá fomos nós ver o "concerto" da Orquestra, as três da vida airada: eu, a Inês e a Isabel - as gurus da "cultura corte inglesiana".
A Orquestra Metropolitana de Lisboa é uma instituição cultural da cidade de Lisboa, com sede no antigo edifício da Standard Eléctrica.
Tutelada pela Associação Música - Educação e Cultura (Metropolitana), a Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) estreou-se no dia 10 de Junho de 1992. Desde então, os seus músicos asseguram uma extensa atividade que compreende os repertórios barroco, clássico, e sinfónico.
A Associação Música – Educação e Cultura, que tutela a orquestra, tem como principais singularidades a interligação entre a dimensão artística e a prática pedagógica das suas escolas – a Academia Superior de Orquestra, a Escola Profissional e o Conservatório de Música da Metropolitana – e uma criteriosa atuação no domínio da responsabilidade social, de que é exemplo a recente implementação do ensino musical integrado nas escolas da Casa Pia de Lisboa.
Cabe-lhe, ainda, a responsabilidade de assegurar uma programação regular em várias autarquias do centro e sul do país, para além de promover uma efetiva descentralização cultural em todo o território.
Mas o que fomos verdadeiramente ver e ouvir?!
Os solistas da Metropolitana a interpretar Ludwig van Beethoven – Septeto para Cordas e Sopro em Mi Bemol Maior, ou seja, uma Orquestração com violino, viola, violoncelo, contrabaixo, clarinete, fagote e trompa.
Os solistas eleitos e já veteranos foram:
Jorge Camacho clarinete |
Bertrand Raoulx fagote |
Jérôme Arnouf trompa Diana Tzonkova violino | Joana Cipriano viola | Mariana Ottosson violoncelo | Ercole de Conca contrabaixo
Bertrand Raoulx fagote |
Jérôme Arnouf trompa Diana Tzonkova violino | Joana Cipriano viola | Mariana Ottosson violoncelo | Ercole de Conca contrabaixo
Claro que este post exigiu alguma pesquisa e aqui vai:
Beethoven juntou ao violino e ao clarinete, que assumem aqui particular protagonismo, um fagote, uma trompa, uma viola, um violoncelo e um contrabaixo. E à boa maneira de um divertimento, organizou-os em seis andamentos:
1. Adagio; Allegro con brio,
2. Adagio cantabile,
3. Tempo di minuetto,
4. Tema con variazioni: Andante,
5. Scherzo: Allegro molto e vivace e
6. Andante con moto alla marcia – Presto
Evitou deliberadamente o formato clássico convencional, acrescentando-lhe dois: um andante, na forma de tema e variações, e um scherzo. Era assim evidente que se tratava de uma composição que se pretendia despretensiosa e propícia a um momento de convivência prazenteiro. A grande popularidade que veio a merecer nos anos subsequentes viriam a comprovar que foi bem sucedido.
Composto no final de 1799, o septeto só foi estreado publicamente em 2 de abril de 1800, num concerto em benefício do próprio compositor realizado no Burgtheater, o teatro de Viena. Nesse mesmo concerto foi também estreada a 1.ª Sinfonia. Quando Beethoven já havia conquistado o reconhecimento da sociedade vienense, este é dito pelos entendidos como o momento da sua mudança enquanto músico e pessoa.
Mas num contexto de crise como aquele em que vivemos, sei que valorizar a Cultura é super difícil mas a música pode sempre trazer alguma alegria à nossa vida e às dificuldades que vamos tendo.
Acreditem ouvir os solistas da Metropolitana foi mesmo inspirador...
Vejam por vocês
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