Ser português é não conhecer a capital do seu país convenientemente mas conhecer tudo o que há para conhecer em Roma, Amesterdão, Haia, Paris, Londres e outras grandes cidades por esse mundo fora...
Não sou excepção! Confesso-me pecadora por conhecer pouco Lisboa, uma cidade de que tanto gosto é que tanta falta me faz quando estou fora.
Por isso, e porque não estava a brincar quando no meu primeiro post do Culturando disse que ia haver mais visitas com os meus amigos e companheiros de "culturíce" Inês Reis e Pedro Tavares, lá fomos nós fazer um tour no âmbito da iniciativa Lisbon Week!
O que é isto? Bem uma vez mais somos tão atentos (ou pelo menos eu) que o ano passado nem por esta iniciativa demos!!
A segunda edição do Lisbon Week decorreu de 21 a 28 de Setembro, transformado Lisboa numa plataforma de descobertas, com uma programação cultural que promoveu encontros únicos entre as Artes e o Património da cidade, do Marquês ao Rio.
A segunda edição do Lisbon Week decorreu de 21 a 28 de Setembro, transformado Lisboa numa plataforma de descobertas, com uma programação cultural que promoveu encontros únicos entre as Artes e o Património da cidade, do Marquês ao Rio.
A Caixa Geral de Depósitos foi novamente o patrocinador oficial do evento, realizado em co-produção com a Câmara
Municipal de Lisboa. Ao longo da cidade vimos cubos espalhados em que se fazia publicidade a esta semana... Deram por eles?!
De Sábado a Sábado, o Lisbon Week deu a conhecer edifícios com séculos
de história, revelou obras de vários artistas, e montou concertos e
palestras em locais inesperados. Da História à Arte, passando pela
Gastronomia e pela Música, várias temáticas foram desenhadas para
reflectir um novo olhar sobre a cidade.
Do alto do Parque Eduardo VII ao rio Tejo, tendo como epicentro a Rua das Portas de Santo Antão, em todo o lado Lisboa brilhava pouco mais que o normal!!
Do alto do Parque Eduardo VII ao rio Tejo, tendo como epicentro a Rua das Portas de Santo Antão, em todo o lado Lisboa brilhava pouco mais que o normal!!
À semelhança do que aconteceu o ano passado, a maioria dos eventos eram de acesso livre, pelo que nem essa desculpa pode ser usada para o "desconhecimento"!
Com tanto por onde escolher, afinal o que fizemos?!
Jus seja feito a quem organizou: Inês sempre em cima do acontecimento e a organizar mais uma aventura fantástica!! Simply the Best.
Calhou em sorte, ou melhor na existência de vagas, o primeiro de dois percursos dedicado às Artes!!
À semelhança do que aconteceu o ano passado, o Lisbon Week, repetiu o papel de mecenas na Rota Arte.
O papel de curador foi entregue a
Delfim Sardo, ensaísta e professor universitário.
A grande inovação na Rota Arte prende-se com o facto de ser uma exposição itinerante, "I'll be your mirror", a qual nos guiou por um conjunto de edifícios simbólicos onde se encontravam exposições de vários artistas, como Fernanda Fragateiro, João Onofre ou José Pedro Croft, onde as obras viveram literalmente dentro de espaços arquitectónicos de excelência, desde espaços patrimoniais a edifícios contemporâneos!!
A grande inovação na Rota Arte prende-se com o facto de ser uma exposição itinerante, "I'll be your mirror", a qual nos guiou por um conjunto de edifícios simbólicos onde se encontravam exposições de vários artistas, como Fernanda Fragateiro, João Onofre ou José Pedro Croft, onde as obras viveram literalmente dentro de espaços arquitectónicos de excelência, desde espaços patrimoniais a edifícios contemporâneos!!
Mas qual o percurso?!
Saída: Parque Eduardo VII -Marquês de Pombal
Primeira paragem:
Reitoria da Universidade Nova de Lisboa - que boas recordações que me trouxe esta paragem! Melhor, a própria obra de arte era nem mais nem menos o edificioda reitoria onde tantas vezes fui no meu que de vida acadêmica! O motivo? O edifício é um marco arquitectónico da autoria dos arquitectos Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus para a Universidade Nova de Lisboa, o edifício da Reitoria foi distinguido com os Prémios Valmor e Municipal de Arquitectura de 2002, ex-aequo com outro equipamento educativo. Localizado num promontório junto a uma das principais entradas de Lisboa, este edifício, integrado no Campus de Campolide, dialoga com o antigo Colégio dos Jesuítas, implantando-se perpendicularmente a ele e permitindo uma nova dimensão do conjunto. Os autores projectaram um programa com dois grupos de espaços muito distintos: a torre, voltada para o Parque de Monsanto, ocupada por funções administrativas; e o embasamento, dividido em grandes áreas, ocupado por funções representativas.
Saída: Parque Eduardo VII -Marquês de Pombal
Primeira paragem:
Reitoria da Universidade Nova de Lisboa - que boas recordações que me trouxe esta paragem! Melhor, a própria obra de arte era nem mais nem menos o edificioda reitoria onde tantas vezes fui no meu que de vida acadêmica! O motivo? O edifício é um marco arquitectónico da autoria dos arquitectos Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus para a Universidade Nova de Lisboa, o edifício da Reitoria foi distinguido com os Prémios Valmor e Municipal de Arquitectura de 2002, ex-aequo com outro equipamento educativo. Localizado num promontório junto a uma das principais entradas de Lisboa, este edifício, integrado no Campus de Campolide, dialoga com o antigo Colégio dos Jesuítas, implantando-se perpendicularmente a ele e permitindo uma nova dimensão do conjunto. Os autores projectaram um programa com dois grupos de espaços muito distintos: a torre, voltada para o Parque de Monsanto, ocupada por funções administrativas; e o embasamento, dividido em grandes áreas, ocupado por funções representativas.
Desenvolvendo-se em três pisos, à semelhança do Colégio referido, a sua fachada, de pedra branca, foi desenhada de modo a impossibilitar a leitura dos seus vários níveis. A cobertura dos grandes espaços forma uma praça percorrível, que liga as cotas principais do Campus.
Terceira paragem:
Caixa Geral Depósitos (sede) - uma surpresa pela imponência e o impacto que teve em mim! Estava longe de pensar que iria ficar fascinada com as linhas arquitectónicas, com o tamanho, com a bela obra de arte que neste edifício se escondia!!
O edifício da sede da Caixa Geral de Depósitos teve o seunprojecto aprovado em 1985 sendo da autoria do Arquitecto Arsénio Raposo Cordeiro.
Nas zonas públicas do edifício estão patente obras de vários artistas como Julio Pomar, Julio Resende ou António Charrua!
A obra da autoria de António Ole (Luanda, 1951) - Township Wall - era uma colagem de múltiplas superfícies possíveis de encontrar em todas as ruas de todas as cidades - chapa, bocados de parede, janelas, fragmentos de portas, escadas ou sobreposição de tintas.
Quarta paragem:
Quarta paragem:
Paços da Rainha - Hoje parte da Academia Militar o Palácio da Bemposta, foi casa de inúmeros membros da família real, como Catarina de Bragança. Depois do terramoto de 1755, o arquitecto Manuel Caetano de Sousa reconstruiu o edifício tal como o conhecemos hoje.
Os artistas residentes foram Rui Chafes (Lisboa, 1966) Escultor, trabalha com representações complexas do corpo humano e Jorge Molder (Lisboa, 1947) Fotógrafo.
Rui Chafes apresentou um trabalho, de produção recente, que pretende sublinhar a austeridade da entrada do palácio, actualmente Academia Militar, que obrigou os visitantes a contorná-la com se fosse aquela obra verdadeira barreira entre dois lados!! A fragilidade desta sua representação de um corpo estranho e metamórfico vai funcionar como uma introdução para o trabalho de Jorge Molder, que irá mostrar um grupo de 4 fotografias em larga escala. As imagens fazem parte do seu sistema de referência, e serão expostas nas mesas da maravilhosa biblioteca da Academia, dizendo respeito a detalhes de filmes destoados e ampliados, impossíveis de contextualizar!!
A última paragem:
Convento da Encarnação - Mosteiro da Encarnação das Comendadeiras de São Bento de Avis ou Recolhimento da Encarnação é um antigo convento localizado no Largo do Convento da Encarnação, freguesia da Pena, em Lisboa (na zona do Rossio).
Na altura da sua construção, em 1630, no reinado de Filipe II de Portugal, os terrenos do local pertenciam a D. Aleixo de Meneses. As Comendadeiras da Ordem Militar de São Bento de Avis tinham então esse convento como refúgio. Alguns anos mais tarde, em 1643, na igreja do convento passou a funcionar a Irmandade das Escravas do Santíssimo Sacramento. Em 1734 sofreu um incêndio. O terramoto de 1755 destruiu parte do edifício, e as freiras foram realojadas para o convento de Santo Antão. A recuperação do edifício terminou em 1758 e as freiras regressaram.
O segundo percurso incluía a paragem e visita ao Bloco das Águas Livres, à Residência Particular / Rua das Janelas Verdes, ao Museu Nacional de História Natural e da Ciência, o Castelo de São Jorge e terminava no mesmo sitio: o Convento da Encarnação.
Convento da Encarnação - Mosteiro da Encarnação das Comendadeiras de São Bento de Avis ou Recolhimento da Encarnação é um antigo convento localizado no Largo do Convento da Encarnação, freguesia da Pena, em Lisboa (na zona do Rossio).
Na altura da sua construção, em 1630, no reinado de Filipe II de Portugal, os terrenos do local pertenciam a D. Aleixo de Meneses. As Comendadeiras da Ordem Militar de São Bento de Avis tinham então esse convento como refúgio. Alguns anos mais tarde, em 1643, na igreja do convento passou a funcionar a Irmandade das Escravas do Santíssimo Sacramento. Em 1734 sofreu um incêndio. O terramoto de 1755 destruiu parte do edifício, e as freiras foram realojadas para o convento de Santo Antão. A recuperação do edifício terminou em 1758 e as freiras regressaram.
A sua maior riqueza é o altar, todo em prata, obra que esteve a cargo de João Frederico Ludovico.
Integrados na exposição "I'll be your mirror" foram convidados os artista José Pedro Croft (Porto, 1957) Um dos mais relevantes artistas portugueses, trabalha com escultura e desenho e Didier Fiuza Faustino (Chennevières-sur-Marne, França, 1968) Arquitecto, define-se como um “alquimista visual”. Vive e trabalha entre Paris e Lisboa.
Claro que destas obras Vos deixo fotografias!
O segundo percurso incluía a paragem e visita ao Bloco das Águas Livres, à Residência Particular / Rua das Janelas Verdes, ao Museu Nacional de História Natural e da Ciência, o Castelo de São Jorge e terminava no mesmo sitio: o Convento da Encarnação.
A companhia super agradável e asagradáveis surpresas que nestes locais encontramos fazem-nos querer mais visitas, não é companheiros?!?

:D É sempre bom redescobrirmos a nossa cidade e percebermos que ainda há muito a conhecer num sitio que julgamos não ter mais nada que nos surpreenda! A iniciativa é de louvar, e ainda bem que puderam aproveitar para conhecer sitios novos e redescobrir o amor a Lisboa.
ResponderEliminarExcelente post minha querida, fico à espera do próximo! :) *Beijinhoooo
Sim Sra., tanto não sabia eu! Não só és boa fotógrafa como ainda fazes os T.P.C aos teus queridos amigos... É claro, que as nossas viagens culturas, por a nossa amada Lisboa, continuam ou não tivesse chegado o Outono. NEXT STOP: Arco da Rua Augusta // Aqueduto das Águas livres. E SIM, eu organizo, e deixo a parte dos relatos para ti, não há quem faça melhor ;-) Mil beijinhos
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