"Espelho meu, espelho meu, haverá alguém mais bonito do que eu?!?!" Bem passando esta pergunta à frente e agradeço mesmo que ninguém lhe responda, a maior falha na minha vida de mulher moderna e ligada às coisas da moda e do estilo era NÃO TINHA UM ESPELHO DE CORPO INTEIRO EM CASA!
Na verdade, nunca tinha tido um em casa e acabava por improvisar o Check final do meu look... Bem mas a hora chegou!!!
Eu sempre soube o que queria e por mais que procurasse, a minha busca redundava sempre no falhanço... Queria um espelho de corpo inteiro, assente numa base que permitisse vários níveis de inclinação ( ok até aqui era fácil de encontrar, no IKEA sempre houve) mas que fosse ao mesmo tempo armário!!! Claro não era um guarda roupa mas um guarda-jóias para organizar as minhas ricas "bijus"... Não encontrava em lado nenhum até que tchananana: na Loja Casa, a qual desapareceu quase por completo, encontrei o espelho de sonho:
Estava verdadeiramente feliz... Claro podia ser preto ou de madeira mais escura, acreditem ainda hesitei mas era aquilo mesmo!!
E depois do meu excelente trabalho de bricolage consegui:
Mas como vocês já me conhecem este post não poderia ser apenas: "Ah e tal comprei um espelho". Claro que não, tenho naturalmente de vos falar um pouco da inspiração por detrás deste estilo de espelho.
O pechiché, no português de Portugal, é um móvel. Sim, aquele que existe em tantas e tantas casas dos nossos avós e pais: aquele móvel com um espelho a meio.
Os "psyché" estavam na moda nos anos 20 e 30 do século passado, bem ao estilo "art déco".
O estilo deve o seu nome à Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, realizada em Paris, em 1925.
A este móvel deu-se o nome de Psyché (Psiquê, em português).
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| Psiquê resgatada por Eros", de William Bouguereau
(1825-1905)
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Importa salientar aqui a diferença entre um psyché e uma coiffeuse. Uma coiffeuse é um móvel que surgiu muito antes, no período regência (1700-1730), com a feminização do mobiliário. As coiffeuses apresentam um espelho mais pequeno, muitas vezes tríptico.
As derivações surgiram naturalmente pela percepção da utilidade deste espelho mas da inconveniência do móvel que ocupava em regra demasiado espaço!!
Assim sendo surgiu esta magnífica peça de mobiliário:





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