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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Hoje é dia de: Life Freedom III

Sei que a rubrica é Hoje é dia de, mas hoje devia ser ontem foi dia de.

Ontem, os Xutos & Pontapés e os Linda Martini actuaram no Teatro Tivoli, em Lisboa, no espectáculo "Live Freedom", para assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos. E eu fui


Graças à minha Candy. Amor, de coração, obrigada sabes bem o quanto te estou agradecida. Love you babe e claro que fiz um vídeo para ti


Organizado pela Amnistia Internacional Portugal e apresentado pelo humorista Ricardo Araújo Pereira, o evento pretende alertar, através da música, para casos de violação dos direitos humanos em vários países. Esta é já a terceira edição e parece-me que vale mais do que a pena participar.

Associado ao espectáculo está a "Maratona de Cartas", uma iniciativa global da Amnistia Internacional, que consiste no "envio massivo de cartas e postais por activistas de todo o mundo para as autoridades de diversos países, em protesto contra as violações de direitos humanos". Como disse o Ricardo Araújo Pereira, serve mesmo é para fazer “barulho”.


Este ano, são apontados quatro casos concretos: Liu Ping, activista chinesa contra a corrupção e que já foi torturada em prisão, Chelsea Manning, militar do exército norte-americano que divulgou documentos confidenciais através do Wikileaks, o nigeriano Moses Akatugba, condenado à pena de morte por assalto à mão armada, sem direito a julgamento, e a comunidade de Mkhondo, na África do Sul, onde grávidas e jovens mães morrem sem ter acesso a serviços de saúde pré-natal. Os Xutos apadrinham a causa do nigeriano Moses Akatugba, que foi preso quando era ainda menor de idade e a quem foi dado um tiro na mão, que lhe destruiu 3 dos 5 dedos, no momento do interrogatório no qual confessou um crime que não praticou, Sem desprimor para as demais causas, parece-me que foi bem escolhido.

De acordo com a Amnistia Internacional, em 2013 a "Maratona de Cartas" contou com cerca de 2,3 milhões de apelos de 143 países. De Portugal foram enviados mais de 96.000 apelos. 
A Amnistia Internacional, que reúne cerca de 3,2 milhões de membros em todo o mundo e existe em Portugal há mais de trinta anos.

Esta é claro está a apresentação formal do evento… agora “à minha maneira”.


Já tinha visto Xutos no auge da minha vida académica, mas não num recinto fechado com condições diferentes da terra batida. Creio que todos os anos que os membros dos Xutos dedicaram à Banda foram mais do que bem empregues. Adoro o Tim, adoro o Zé Pedro. Sei que são os mais conhecidos e por isso é normal que assim seja, mas eu gosto mesmo do espírito destes dois senhores que para mim quanto mais velhos melhor e a chegar perto do nível de resistência e performance dos Rolling Stones.

Ouvi uma entrevista do Tim no outro dia em que dizia que a sua música favorita era o “Para ti Maria” e que deve muito à mulher no que respeita à persistência para não desistir e deixar cair a banda. À mulher do Tim o nosso OBRIGADA.

Um pouco de história…

No final de 1978, Zé Pedro, Kalú, Tim e Zé Leonel, formam os Xutos e Pontapés, dando o primeiro concerto a 13 de Janeiro de 1979, com Zé Leonel na voz, Tim no Baixo, Zé Pedro na guitarra e Kalú na bateria, na sala Alunos de Apolo para a comemoração dos 25 anos do Rock & Roll.

Em 1981 entra para a banda o guitarrista Francis e sai Zé Leonel, assumindo Tim as funções de vocalista. Em 1982 sai o compacto 1978-1982, com músicas marcantes como "Sémen" e "Mãe". Em 1983 Francis sai da banda que passa a actuar com músicos convidados, entre os quais o saxofonista Gui, e no mesmo ano entra para a banda o guitarrista João Cabeleira.

O primeiro álbum gravado por João Cabeleira em 1985 foi Cerco com as músicas "Barcos gregos" e "Homem do leme" que sairiam também em single.

A explosão mediática começou em 1987 com o álbum Circo de Feras e os seus mega sucessos "Contentores", "Não sou o único" e "N'América". Continuou com o single "7º Single" e o seu estrondoso hit "A minha casinha". O álbum 88 foi um dos pontos mais altos da carreira dos Xutos e Pontapés com os mega êxitos "À Minha Maneira", "Para Ti Maria" e "Enquanto a noite cai", entre outros, dando início a uma das maiores turnés da banda que ficou retratada no álbum "Xutos - Ao vivo".

Na verdade, apesar de saídas, separações e novas entradas, a verdade é que a semente dos Xutos ficou, e deu bons e incansáveis álbuns. Este ano, em Janeiro e por altura do seu 35.º aniversário, lançaram o álbum Puros, com temas como “Tu Também”, “Cordas e Correntes”, “De Madrugada (Tu & Eu)”, “Salve-Se Quem Puder” ou “Longe (Perdido na Multidão)”.

E aqui tenho de dizer isto

35 anos depois os Xutos surpreendem e lançaram uma música que para mim vai directamente para o top 5 das músicas mais fantásticas que fizeram, falo do “De Madrugada (Tu & Eu)”. Deixo aqui o link. 

http://youtu.be/yHy0f4LRe-4

Ouçam… percebam a profundidade e mais o solo do saxofone. Estou completamente rendida… Avé Xutos e Pontapés.

 

Quanto aos Linda Martini… tenho de confessar: outro estilo de rock com o qual não me identifico, e pelos vistos a sala do Tivoli quase toda. Foi uma h complicada para os mais velhos, onde me incluo, sem margem para dúvidas. Ao fim da segunda música, olhávamos uns para os outros, íamos mudando incessantemente de posição na cadeira e manifestávamos a Nossa admiração com  o teor das letras… quer dizer, não sei se repetir a mesma frase 10 vezes aos gritos conta como letra… destaco o “Parecemos putos, amanhã não temos aulas”… pedindo desculpa aos fãs mas WHAT??? Pior, os mais entusiastas desta banda eram 3 miudos que estavam à nossa frente que assim que os Linda Martini saíram do palco, bazaram para não ouvir Xutos. A sério? Esta é a geração que vai conduzir o Mundo?? Tenho medo, muito medo. 

Mas pronto, revisitar Xutos é sempre um gosto

Mais uma vez Candy, és a maior ;)




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